6 de set de 2014

Nada

O sol está embaçado demais. O azul, cinza. Teus passos são envolventes. Ela sabe que ele fica torcendo para que ela não tropece nessas escadas infinitas. Ruas cheias, um órgão vazio. Deserto interior. Resmungos íntimos Estas luzes da cidade não combina com o dia. Muros pichados. Olhar desatento. Mania de tomar café no final da tarde perto de casa.
Perto. Tão longe. Passos largos. Chaves não são fáceis de serem encontras em bolsa bagunçada. Enfim.. Paredes falam, falam não, berram, gritam. Futebol deveria ser proibido no domingo.
Por favor não a matem, ela faz parte dessa história É que isso atrapalha os seus pensamentos. Caetano "não enche" em volume máximo. Melhor assim, só que não. Só que falta. Só que sente, Só que chora. Só... Nada. Ela sabe que nada é em vão. Em vão se sente como se tivesse pedindo socorro. Olhos fechados, mente multicores. torcendo certo que o dia corra certo. Fé tinha de sobra e era escassa. Amanhã? Nada Clarisse, Nada.

( Nadja Araújo)

Um comentário: